‘os últimos vinte minutos foram os melhores anos da minha vida’ [golias - coisas frágeis 2, por neil gaiman]
‘we forget how fragile we are’ [fragile, por sting]
‘somewhere down, down in the ocean of sound, we’ll live in slow-motion’ [doors unlocked and open, por death cab for cutie]
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o ônibus soltou as rédeas
e o ar gélido passou pelas frestras
em tom sorrateiro.
eram almas rasantes e, em poucos minutos,
somaram-se ao vazio de antes.
o ônibus soltou as rédeas
e o ar gélido passou pelas frestras
do meu casulo.
era um pousar em meus olhos no escuro,
onde só eram brilho a emergência
e o suspiro de ansiedade para chegar.
saltei meio insone naquele intervalo,
olhos marejados,
semblante deserto, e ainda sem conseguir respirar
um ciclo completo de ar
sem uma lágrima a interrompê-lo.
saltei meio insone naquele intervalo,
os olhos cansados,
contraste ao sentir palpitado
o ritmo intenso da veia apressada,
e senti à imagem d’oliva que o afastamento é relativo
e cada rever é eterno.
tentei encontrar a melhor posição
pra rememorar as lembranças
e imaginei que o espaço apertado
era mais que metáfora ao meu desespero.
tentei escolher a melhor saudação
pra reencontrar os abraços
e sei que os dias passaram mais lentos
pra recompensar esses lapsos.
voltei a seguir os passos insones
que só me conformam quando meus sentidos
são atordoados o forte bastante
para apagar as memórias, por mínimo instante,
de ‘quem’ e ‘o ques’ me serenam e guiam:
completos.
distantes.
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¹sempre retrato viagens, em seus reencontros e despedidas, assim descritos nessas minhas margens de hoje: pela primeira vez, uni as duas mãos do translado, aquele que fiz à Viçosa-MG há um mês. o título, trecho de um conto de Neil Gaiman, soou ideal.
Perfeito.
perfeitos nossos dias.
e arrancou mais de um lágrima por aqui.
intenso como a saudade daqueles dias. daqueles anos.
tão eternos na minha memória. e na minha alma.
era de se ter paz. toda companhia é. e está eterna não só na memória.