
‘caminhariam vida afora e para além da vida com o mesmo passo determinado que mal se dá conta do penhasco logo à esquerda’ [bonequinha de luxo, truman capote]
a madrugada era o momento mais sincero do dia. eu aproveitava o Estado de embriaguez para obedecer as Leis que o regiam: o silêncio em forma de riso curvado pra trás, a conversa guiada pelo nível degrau e o sinuoso caminho – apesar do escape ser em linha reta.
nesses fragmentos eu me segurei desajeitadamente, e não conseguia voltar ao lugar. isso foi engraçado: igual joão bobo, mas que o só vai e ..
..na volta me acompanhou um escape. deixei para trás metade dos fatos, um terço do que deveria deixar-se completo esquecido. para além das vogais abertas, beijos duplicados e jeito calado, me apeguei aos menos e mais: palavras pela metade e ois com sabor de broa e café.
os dias me arrastaram por esses completos e em tatuagem fincaram: felicidade não é questão, é afirmação de ser.
Tags:bonequinha de luxo, felicidade







